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Como envelhecer e ter qualidade de vida

By That's it...

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Qualidade de Vida no Envelhecimento

Atualmente as melhorias das condições de saúde e o uso de novas tecnologias têm contribuído para a longevidade da população

Apesar dos indivíduos conviverem mais tempo na sociedade, a mesma ainda não se adaptou adequadamente para atender as necessidades desta faixa etária.


Estudos apontam que, hoje, a OMS considera criança até 10 anos, adolescente estão entre 10 e 19 anos, jovens entre 15 e 24 anos, adulto jovem de 25 a 44 anos, adultos de 45 a 59 anos, idosos de 60 a 90 anos e muito idosas acima de 90 anos.

Em relação ao ciclo da vida, a velhice compõe sua última fase. Durante este período é muito comum os idosos se depararem com diversas mudanças. A habilidade destes indivíduos em manter sua autonomia, independência, estabelecer-se e adaptar-se a novos papéis influenciará diretamente sua qualidade de vida.

O termo qualidade de vida na terceira idade pode ser interpretado de diversas maneiras

De acordo com NERI e col. (2002, p.900) os principais indicadores relacionados a qualidade de vida são: saúde física e mental; status social; manutenção das relações interpessoais; satisfação e controle cognitivo. Segundo TRENTINI (2004, p.24) “a definição de qualidade de vida na velhice é complexa, pois segundo a autora, existem diversas maneiras de ser velho e diferentes padrões de envelhecimento”.

Entre os fatores que contribuem para melhor qualidade de vida entre os idosos, estudos têm demonstrado que convivência em grupo e exposição a novas aprendizagens possibilitam maior consciência de suas potencialidades. Além disso, por meio da educação reflexiva os idosos aprendem a valorizar-se, estabelecem novos papéis e mudam a concepção de envelhecimento.

É importante ressaltar que a promoção de uma boa qualidade de vida na terceira idade depende de aspectos sociais e culturais, uma vez que está relacionada com a interação deste idoso com os outros e com a sociedade através dos papéis que ele desenvolve.

Um estudo realizado em Porto Alegre e Grande Porto Alegre com entrevistas com indivíduos de 72 a 91 anos, demonstrou que, para estes idosos, qualidade de vida provém das relações positivas estabelecidas consigo próprio e com os demais.

Portanto, além dos aspectos já mencionados para estímulo de um envelhecimento ativo é necessário que a sociedade construa novos conceitos que possibilitem a aceitação da velhice e do envelhecimento deixando de lado interpretações estigmatizadas desta fase da vida.

Autoria: Claudia Sales e Mariany Abreu
Referências:
FRAQUELLI, A. A. Relação entre auto-estima, auto-imagem e qualidade de vida em idosos participantes de uma oficina de inclusão digital. Porto Alegre, 2008. Dissertação (Mestrado em Gerontologia Biomédica) – Instituto de Geriatria e Gerontologia, PUCRS. Orientação: Prof. Dr. Martin Pablo Cammarota. Disponível em: http://repositorio.pucrs.br:8080/dspace/bitstream/10923/3573/1/000400281-Texto%2bCompleto-0.pdf Acesso em: 13 de julho de 2017.
GUERRA, M.; ÁVILA, A. H.; MENESES, M. P. R. Se o velho é o outro, quem sou eu? A construção da auto-imagem na velhice. Pensamiento Psicológico, vol. 3, núm 8. Cali, 2007. Disponível em: http://www.redalyc.org/pdf/801/80130802.pdf Acesso em: 13 de julho de 2017.

Relatório Mundial sobre Envelhecimento e Saúde

Adaptar-se ao envelhecimento garante mais qualidade de vida na terceira idade

Para isso, é preciso saber conviver com problemas e limitações que podem surgir

Ter uma terceira idade feliz depende de vários fatores, mas principalmente da forma como o idoso se percebe nessa fase da vida e da sua capacidade de se adaptar as mudanças e transformações próprias do envelhecimento.

A capacidade de poder realizar as atividades cotidianas, desde as mais básicas como alimentar-se, tomar banho e andar, até as mais complexas como administrar as finanças e realizar atividades de lazer, são fundamentais para uma vida plena. Para isso o idoso precisa estar com suas plenas capacidades físicas, mentais e emocionais, a fim de poder cuidar da própria vida e dar sentido para a própria existência.

Para algumas pessoas há o medo da velhice, da solidão e o senso de sentir-se menos competente para realizar suas atividades cotidianas ou sua capacidade de tomar decisões e governar sua vida influencia na maneira como cada um enfrenta e vive o envelhecimento.

Idosos que não conseguem se adaptar a essas mudanças acabam se isolando socialmente diminuindo a interação com outras pessoas, o que pode levar a perda da satisfação com a própria vida, do prazer e da motivação, comprometendo suas capacidades físicas, intelectuais e emocionais.

Para os indivíduos que apresentam alguma doença crônica, como diabetes, colesterol alto, artrite reumatoide, hipertensão, adaptar-se ao processo de envelhecer juntamente com essas doenças pode ser mais trabalhoso, mas não impossível, além de ajudar a diminuir o impacto da doença na qualidade de vida e evitar maiores comprometimentos.

É necessário reavaliar as possibilidades, redefinir metas e alterar estratégias de enfrentamento do ambiente e dos próprios sentimentos para poder se adaptar as novas demandas dessa fase da vida e vive-la da melhor maneira possível, mesmo que acompanhada de doenças crônicas e limitações físicas.

Com o aumento geral da população idosa, torna-se importante garantir aos idosos não apenas maior longevidade, mas felicidade e satisfação com a vida. Pesquisas são realizadas no mundo todo com o objetivo descrever os fatores associados ao grau de satisfação com a vida entre a população de idosos.

Um estudo recente publicado, em janeiro de 2014, no Canadian Medical Association Journal pesquisou a relação entre o prazer com a vida e o declínio da função física em idades mais avançadas. Participaram 3199 homens e mulheres com idade acima de 60 anos.

Nesta pesquisa foi verificado que pessoas que tem mais safisfação com a vida, ou seja, que expressam sentimentos de felicidade e prazer vivem até 8 anos mais e em condições físicas melhores do que as pessoas que não estão satisfeitas com suas vidas.

Em 2012, um estudo realizado por pesquisadores da University College London (UCL), no Reino Unido, conclui que os idosos que gostam da vida tendem a viver mais e com uma condição física melhor do que os indivíduos infelizes. Os pesquisadores avaliaram até que ponto eles tinham dificuldade em realizar atividades diárias, como tomar banho ou se vestir, o estudo descobriu que as pessoas que tinham um baixo senso de bem-estar foram três vezes mais propensas a ter problemas em realizar atividades diárias.

O estudo mostra que pessoas em idades avançadas e que estão felizes e aproveitam a vida mostram declínios mais lentos na capacidade física. Ou seja, conseguir adaptar-se as mudanças ao longo do processo de envelhecimento e encontrar formas alternativas de aproveitar a vida e ficar feliz com o que realiza contribui para uma vida mais longa e saudável.

Escrito em conjunto com Mariela Besse, terapeuta ocupacional do Instituto Longevità. Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo. Afiliada à Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo. Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

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Fonte: Saúde, Minha Vida e Redação | Fotos: distribuição|internet.

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