Escovas progressivas: atenção aos riscos

Especialistas alertam que tratamentos para alisar os cabelos são seguros desde que não incluam substâncias proibidas, como formol e glutaral.

Todo mundo conhece alguém que já tenha se rendido às “maravilhas” da escova progressiva, ou seja, à promessa de ter os cabelos lisos o tempo inteiro e de deixar para trás os fios rebeldes. As escovas podem ser de açúcar, marroquina, com cheirinhos mil ou de chocolate: o efeito quase sempre é o mesmo e geralmente o que é prometido é cumprido. Noutras ocasiões, porém, esses processos podem gerar complicações muito desagradáveis porque contam com substâncias ilegais que são adicionadas à fórmula original, como o formol, por exemplo. Essa substância já foi muitas vezes utilizada em escovas progressivas no Brasil inteiro até ser proibida pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ainda assim, inúmeros salões de beleza ainda lançam mão do formol para os processos de escovas progressivas em suas clientes.


O glutaral é outra substância proibida que também é muito aplicada em escovas progressivas. Trata-se de uma substância dez vezes mais forte que o formol, que pode provocar lesões no couro cabeludo, além de ardência ocular, pruridos e até mesmo queimaduras no pulmão em função da inalação do produto, a chamada pneumonia, que pode provocar a morte. Da mesma maneira que o formol, o glutaral é utilizado na composição de uma série de produtos, mas a sua aplicação é estritamente com o objetivo de conservação, assim, o limite máximo de sua manipulação é de 0,1%, quantidade permitida pela ANVISA. Já em relação ao formol, a quantidade de manipulação autorizada é de 0,2%.

Segundo especialistas e dermatologistas, se realizada com um profissional habilitado e que utilize somente produtos autorizados e licenciados pelo Ministério da Saúde a escova progressiva é segura. Os problemas acontecem somente quando a lei é desrespeitada, ou seja, se o cosmético é alterado e/ou quando o profissional não é habilitado. Dessa forma, caso o produto utilizado não esteja dentro dos requisitos exigidos, a escova progressiva pode resultar em queda de cabelo, alteração na textura dos fios, perda de brilho, perda total dos fios e queimaduras no couro cabeludo, sendo que em casos mais graves pode haver complicações como pneumonia química, inflamações, reação alérgica e até mesmo, a morte.

Entretanto, não é demais ressaltar que tanto o cliente quanto o profissional podem sofrer com o manuseio destes produtos. Os tratamentos realizados para curar os danos provocados pela escova progressiva mal realizada demoram por volta de seis meses até que os fios sejam recuperados. Mas em alguns casos a situação pode ser irreversível, como por exemplo, a queima do couro cabeludo.

Share